
Deitado na , antes de entrar nas minhas reflexões inconscientes, escrevo por palavras meias o que outrora já tinha sido escrito. Em cima da mesa da sala, a revista Visão e uma entrevista centrada no Nobel de José Saramago captam a minha atenção e obrigam-me quase a levá-la na mão até à cama. Bastaram quatro parágrafos para que fosse obrigado a fechar a revista e a abandonar a leitura; já tinha adquirido informação suficiente para perceber todo o significado, orgulho e prestígio atribuído a mais um dos grandes escritores Lusos, este com a atribuição do prémio Nobel da Literatura. Traduzido em múltiplas línguas, com idades já de senhor continua em busca de sonhos, escrevendo memórias e reflexões em livros como os cadernos de Lanzarote. Apesar de uma iniciação como escritor numa fase já tardia da sua vida, Saramago deslumbra através do seu estilo literário. Sonhou desde pequeno e conseguiu ver publicadas várias obras relevantes a nível mundial. Com isto e sem conhecer ainda todas as linhas de uma entrevista com cerca de quinze páginas, adormeço com a ambição de sonhar e descobrir capacidades, com a necessidade de perceber se mesmo velho terei motivação, iniciativa e vontade de ser o que Saramago sonhou.

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