
Saídos de Lisboa, com a máscara mal definida e a ansiedade fogosa de saber o que iríamos encontrar, apressámo-nos para o autocarro.
Chegados a Torres Vedras e espantados com todo o entusiasmo que era vivido, entrámos também no ambiente festivo. Dançámos, cantámos, gritámos. Mas?! Porquê isto? Porquê tanta máscara, porquê tanta alegria, qual o porquê de eu, o Tiago, a Filipa e a Mariska estarmos ali, mascarados e no meio de outras cinco mil máscaras? Ainda que distante desta questão naquela noite, continuei a reflectir e a encontrar respostas.
O Carnaval é uma das alturas do ano em que o elemento Fogo a nível sentimental se evidencia com maior naturalidade. Fogo pode significar amor, carinho, união, e foi isso que encontrei. Por trás de todas as máscaras, dos carros alegóricos e das bancas de venda de produtos, estava alguém que não era obrigado a estar ali, alguém que estava a viver o Carnaval.
Alguém que se mascára não só para ser algo que não é, a máscara é apenas um meio de viver o momento estando com quem mais gostamos.

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