sábado, 14 de março de 2009

Relatório Final













Para a realização do trabalho individual optei por escolher a opção blog, ao qual dei o nome de “Duplamente Homens”/”Sem que gozes não vives”. Estas duas expressões caracterizam a matéria da disciplina e a ideia que eu pretendi transmitir com todos os textos publicados. Ao longo das semanas decorridas entre o inicio e o final do trabalho individual para a disciplina de Português, coloquei no blog dezasseis entradas. Entre estas entradas estavam presentes a visita de estudo, o relatório intermédio e sobretudo reflexões sobre quem sou, o que sinto, como vejo os outros e a dúvida sobre quem é o ser humano. Tentei em todas as postagens relacionar o meu elemento (Fogo), uma situação do quotidiano e a matéria que estava a ser leccionada. Fiz também cerca de duas entradas que não estavam directamente ligadas com a temática do trabalho mas que achei importante fazê-las, como a do web site de Fernando Pessoa.
Apesar de algumas das entradas terem sido postadas com alguns dias de atraso, não encontrei dificuldades no percurso percorrido, fiz praticamente todas as entradas que foram pedidas.
Para todos os textos que escrevi, tentei encontrar poemas que os caracterizassem. Utilizei poemas de Fernando Pessoa, Álvaro de Campos, Ricardo Reis e Luís de Camões como forma de traduzir em tom poético o meu pensamento. Utilizei fragmentos de aulas, tempos livres em casa e até o autocarro como tempo para a elaboração dos textos.
Considero o blog e todo o trabalho realizado, algo mais que uma maneira de nos obrigar a escrever, no meu caso foi uma proposta bastante positiva, motivou-me a escrever sobre temas em que tinha uma vasta possibilidade de escolha, a caracterizar-me como pessoa e a tentar perceber quem são os outros, de que são feitos?
Contudo considero o meu desempenho bastante positivo, considero ter trabalhado bem (ainda que com alguns pequenos atrasos), ter mostrado empenho e preocupação em relação ao blog e ter relacionado os três elementos sem grandes dificuldades.
Relativamente à opção entre blog e teste, considero que o blog foi uma boa maneira para substituir o teste de avaliação. Com o blog conseguimos sintetizar e utilizar a matéria leccionada durante um período de tempo mais longo do que num teste. Para um teste estudamos dois/três dias antes; para o blog temos de estar constantemente em reflexão, a tentar relacionar o que demos na aula anterior com uma situação do quotidiano. O que no meu caso permitiu um maior conhecimento sobre a matéria que aprendi e uma maior facilidade de aquisição de conhecimentos, visto que não tinha a pressão que tem um teste.
Gostei do trabalho, e fiquei motivado para continuar a escrever. Com isto espero no terceiro período continuar com o trabalho do blog

domingo, 8 de março de 2009

Quanto pesa um sentimento?










Se penso mais que um momento

Se penso mais que um momento
Na vida que eis a passar,
Sou para o meu pensamento
Um cadáver a esperar.

Dentro em breve (poucos anos
É quanto vive quem vive),
Eu, anseios e enganos,
Eu, quanto tive ou não tive…

Fernando Pessoa


Situações do quotidiano, raras,confusas mas reais, podem tornar-se nalgo incerto, algo que temos vontade de arriscar, mas que mesmo assim ficamos baralhados. Pensamos nelas como algo futuro mas não é isso que queremos sentir, queremos apenas viver o agora, tirar o máximo partido disso, sem ter em conta as conclusões que todo o incerto poderá vir a ter. Tudo tem de ser linear, claro e simples; sem “truques”, complicações ou enganos.
Também agimos sem pensar, o que nem sempre nos permite fazer uma escolha acertada do que queremos. Mas também como podemos saber o que queremos se não vivermos as confusas situações do quotidiano? Se não agirmos sem pensar? Acertar não é o importante, acima disso está a experiência de vida adquirida e tudo o que isso implica. Quando acertamos voltamos a ser “meninos”, rimos e brilhamos, a confusão passa e o labirinto mental torna-se mais simples.
E o tempo que não sabemos se estamos a fazer o correcto. Qual o peso desse tempo/pensamento? É confusa a resposta, mas equivale a perguntas complexas que nos são colocadas diariamente, umas com resposta sabida, outras que muito nos dão que pensar. Sentimento comparado com o fogo, pois quando queima, baralha tudo, pesa na consciência, queima e arde. Magoa mas pode também não magoar se o peso não for demasiado. Quando feito com consciência o peso do fogo ( sinónimo de amizade, vontade de viver, amor, paixão, ódio) diminui. Não nos torna levianos nem indiferentes perante o que acontece à nossa volta, baralhados apenas, nos primeiros minutos do tempo que poderá vir a durar esse pensamento.
O peso é relevante, é vivido e duvidoso, sem que gozes não vives.

Carnaval










Saídos de Lisboa, com a máscara mal definida e a ansiedade fogosa de saber o que iríamos encontrar, apressámo-nos para o autocarro.
Chegados a Torres Vedras e espantados com todo o entusiasmo que era vivido, entrámos também no ambiente festivo. Dançámos, cantámos, gritámos. Mas?! Porquê isto? Porquê tanta máscara, porquê tanta alegria, qual o porquê de eu, o Tiago, a Filipa e a Mariska estarmos ali, mascarados e no meio de outras cinco mil máscaras? Ainda que distante desta questão naquela noite, continuei a reflectir e a encontrar respostas.
O Carnaval é uma das alturas do ano em que o elemento Fogo a nível sentimental se evidencia com maior naturalidade. Fogo pode significar amor, carinho, união, e foi isso que encontrei. Por trás de todas as máscaras, dos carros alegóricos e das bancas de venda de produtos, estava alguém que não era obrigado a estar ali, alguém que estava a viver o Carnaval.
Alguém que se mascára não só para ser algo que não é, a máscara é apenas um meio de viver o momento estando com quem mais gostamos.