domingo, 15 de fevereiro de 2009

Incertezas











O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia,
Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia
Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia.
O Tejo tem grandes navios
E navega nele ainda,
Para aqueles que vêem em tudo o que lá não está,
A memória das naus.

Ricardo Reis

De dentro da sala observo o rio, observo o claro, só convigo divagar no escuro. A sonolência sentida na sala, leva-me por momentos a cerrar os olhos.
Não me chateio com nada, mas tudo me irrita, estou empenhado no que faço mas ainda assim distraido. Abro a mochila e descubro uma carta de memórias que me faz divagar no passado. Desligo da aula e entro num ambiente bem menos complexo, sem rectas, planos ou rebatimentos.
Rebato-me para as memórias e revivo o que outrem fui em pequenos fragmentos de tempo.
Outros dias lanço-me perante o futuro em profundas reflexões sobre o que sonho, anseio e planeio.
O meu presente é confuso mas determinado, realista e vivido. Acholhe-me mas não paro de ansear o futuro e recordar o que fui.
O fogo não terá lugar nesta entrada, nem sempre a chama brilha, nem sempre a vontade de seguir em frente está acessa acesa, nem todos os dias podemos viver com um sorriso.

Um comentário:

  1. O teu texto tem passagens interessantes, mas olha que o excerto não é de Reis...

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