
"A aranha do meu destino"
A aranha do meu destino
Faz teias de eu não pensar.
Não soube o que era em menino,
Sou adulto sem o achar.
É que a teia, de espalhada
Apanhou-me o querer ir...
Sou uma vida baloiçada
Na consciência de existir.
A aranha da minha sorte
Faz teia de muro a muro...
Sou presa do meu suporte.
Fernando Pessoa 10 - 8 - 1932
Sentado e observando rostos atentos decido reflectir sobre o que vejo. Várias culturas, diferentes interesses, personalidades estão espalhados pela sala. São constantes as faltas de atenção, os sorrisos os bocejares, os lápis a riscarem a páginas a serem viradas. Olhos fechados surgem de vez em quando, são intensos e lembram aos mais atentos a fogosidade de um pensamento, a intensa reflexão sobre algo como que se a vontade de viver a esperança (elemento fogo) ardesse sem mais parar.
Tento perceber nestes momentos em que é que cada um pensa, se têm uma opinião idêntica à minha quando reflectem sobre a turma.
Apesar de já conhecer o suficiente cada um para ter uma opinião formada, ainda me questiono se são mesmo assim?! Se há algo mais que me fascine por descobrir?!
Por incertezas divago e não encontro respostas, cada piscar de olhos diz algo novo sobre nós, coisas que por vezes nem nós conhecemos.

o dessenho é da nossa turma? se for só descobri o Ivo! lol
ResponderExcluirInteressantes, estas reflexões...
ResponderExcluirAparte: e as raparigas? :-)