terça-feira, 21 de abril de 2009

Viver um sonho

Certo é que todos sonhamos, o nosso inconsciente divaga em fragmentos que desejamos viver. Sonhamos também conscientes de uma realidade improvável e mesmo sem confiança avançamos. Sonhar é criar o fantástico, é ambiciar algo independentemente de lutarmos por isso ou não. Bartolomeu sonhou e venceu, construiu a Passarola e com toda a ambição voo. Sonhar está nos homens, dormir é sonhar. Quando dormimos mergulhamos num inconsciente de analépses e prólepses, onde vivenciamos momentos que com um piscar de olhos param e voltamos ao real. Divagamos no fantástico também acordados, definimos o futuro embora que este seja improvável, irreal e fantasiado. Somos definidos pelo inconsciente, sonhamos e acontece, ambiciamos no presente e é prolongada a espera.
E viver sonhos? Quantas vezes vivemos?
Não são muitas nem acontecem ciclicamente as oportunidades que temos de converter sonhos em realidade. Viver um sonho é viver um realidade acima da realidade humana. É algo nosso que só nós percebemos o significado e damos o valor merecido.
E quando não sonhamos e temos o fantástico à nossa frente?
É melhor que qualquer sonho, que qualquer plano, é ter tudo o que nunca percebemos que tinha valor sem perceber o porquê de o estarmos a ter.
Sonhar é viver, sonhar é explorar o inconsciente e deixar que ele nos explore, sonhar é procurar o futuro, é definirmo-nos como homens.

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